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quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

“Eu não acredito em aquecimento global”

Não que isso seja prova de alguma coisa, mas estou postando essa foto pois acho que ela traz uma mensagem muito interessante. “I don’t believe in global warming” (Eu não acredito em aquecimento global) é o que diz este grafitti do artista britânico, Banksy, que está sendo supostamente, ou propositalmente (como eu acredito), apagado pelo aumento do nível da água.

Nós devemos basear nossas posições sobre o aquecimento global nas melhores informações científicas disponíveis e não em graffitis. Mas é fato de que algumas pessoas irão sempre negar que a queima de mais de 80 milhões de barris de petróleo, milhões de toneladas de carvão, gás natural, etc, a cada dia, seja possível de produzir um impacto até o momento que ele seja impossível de negar, metaforicamente falando, até quando a água estiver batendo no pescoço.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Eco-humor


A arte é sem dúvida uma forma de conscientização ambiental muito eficiente. Principalmente quando esta conscientização ainda por cima faz rir! E fazer rir e pensar ao mesmo tempo é especialidade dos cartuns.
Por isto o Jovem Ambietalista faz agora uma pequena homenagem aos vários cartunistas ambientalistas que existem por aí! Diga-se de passagem, que charges , quadrinhos e tirinhas com o tema ambiental é o que não faltam!
Para se ter uma ideia, este ano será lançado um livro chamado "Aquecimento Global Em Cartuns", que reúne obras de 25 cartunistas, todas voltadas para a questão ambiental. Dentre os artistas estão alguns reconhecidos como Moisés Macedo, Casso e Léo valença. O livro não tem previsão exata de lançamento mas já está em produção pela editora "Paradiso". Seguem abaixo algumas charges do livro:


Também ainda este ano será lançada a série de quadrinhos "Zoo", criada pelo quadrinhista Nestablo Ramos, e impressa pela editora "HQM". A trama do álbum parte do princípio da exploração dos animais pelos homens. Só com um diferencial: os humanos agora são os animais! No mundo verdadeiro, os humanos submetem as outras espécies do planeta às mais cruéis formas de tortura. Nestablo salienta que na trama “os animais dominam a terra e nós, pobres humanos, somos usados como matéria-prima para tudo, de alimentos a cosméticos, roupas, combustível etc., para mostrar como seria ruim se fossemos tratados da mesma forma”. Nãodeu para entender? Dá uma olhada em algumas capas da coleção:



Além destes citados, vários outros artistas usam o traço para conscientizar e divertir as pessoas, a todos estes, nosso muito obrigado!!

sábado, 12 de setembro de 2009

Seboseira até no espaço!!!!!


Era uma vez, num lindo planeta azul, um bichinho muito esperto chamado ser humano. Certo dia, o ser humano deixou cair um papelzinho no chão, sem querer. Viu que aquilo era muito divertido e resolveu jogar mais, desta vez de propósito. Logo já não havia mais espaço para tanto papel no chão, e o ser humano resolveu jogar também no rio. Logo ele estava poluindo o mar, o ar, a montanha, o subsolo... E não só com papéis, o ser humano percebeu que também era legal jogar metais, vidros, lixo orgânico, e plástico, muito plástico!!
Mas aí chegou um dia em que todo o planeta azul estava sujo, e o ser humano ficou triste porque não tinha mais onde jogar lixo. Só que como bichinho muito esperto que era, teve uma ideia muito legal: "Vou poluir o espaço!!!!"

Claro que a história acima é falsa, nós não estamos querendo subestimar sua inteligência. Mas apesar de parecer maluquice, o final dela é bem verdadeiro. Como se não bastasse poluir a Terra inteira, já jogamos lixo até no espaço!
Vou explicar melhor: como você pode ver na imagem acima, nossa órbita está repleta de lixo espacial. O lixo espacial é composto de detritos de naves, satélites desativados, estágios de foguetes e por todas as tranqueiras que surgem quando esses e outros objetos explodem ou colidem entre si.
É, se não fosse trágico seria cômico, nem o espaço sideral escapa da burrice, quer dizer, poluição humana.
A boa notícia é que até bem pouco tempo, o pior estrago que este lixo causava era encher a mídia de notícias sensacionalistas quando eventualmente, umas dessas peças caía na Terra. “Extra, extra, provável disco voador cai em propriedade rural brasileira!” Era isto que certos “jornais” colocavam na primeira página.


A má notícia é que ultimamente, estes resíduos vem começando a incomodar de verdade. Várias missões espaciais e lançamentos de satélites já tiveram problemas por causa do lixo espacial e a previsão é que isto ocorra com uma frequência cada vez maior. Vale lembrar, que devido á velocidade, um pedaço de metal com mais de 10 centímetros é capaz de causar sérios estragos em uma espaçonave. Imagine então o pedaço de foguete com 19 metros detectado pela Nasa recentemente.


Apesar disto, a tendência é piorar. Segundo a Nasa cerca de 200 pedaços de lixo com mais de dez centímetros são lançados todos os anos em órbita, sem contar com os milhares de pedaços menores que isto. Além do mais, outras estatísticas revelam que se a quantidade de lixo espacial continuar aumentando neste ritmo, em 4 anos vai ser quase impossível realizar missões espaciais.


Alguns cientistas já tiveram ideias de como resolver o problema. Algumas dessas idéias são bem interessantes, outras meio malucas. Dentre elas estão atrair os resíduos para mais perto da atmosfera e incinerá-los graças ao atrito, capturar todos eles com espécie de “super-rede” e até mesmo derrubá-los com raios lasers.


A nós, consumidores, resta torcer para que isto seja resolvido a tempo, e principalmente contemplar o quanto somos porcos (sem querer ofender o bicho). Quem sai perdendo com isto? O planeta? O próprio espaço? Não! Daqui a milhões de anos, quando todo este lixo se decompor (espacial ou não) o planeta vai continuar aí, mas e nós, será que vamos SOBREVIVER a tanta sujeira? Vou deixar esta resposta á critério do leitor.

“O planeta não nos foi dado por nossos pais, foi-nos emprestado por nossos filhos”

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