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terça-feira, 9 de março de 2010

O conceito jurídico de meio ambiente

Por Talden Queiroz Farias

Em todo o planeta a cada dia o tema meio ambiente ganha maior espaço na mídia e nos debates políticos. É evidente que isso decorre do fato de que a cada dia, também, os problemas ambientais são maiores em quantidade e em potencialidade. De fato, o aquecimento global, o buraco na camada de ozônio, a escassez da água potável, a destruição das florestas são alguns dos problemas ambientais que colocam em risco a qualidade de vida e a vida do ser humano.

Entretanto, na maioria das vezes a expressão meio ambiente tem sido utilizada de forma superficial pela mídia, deixando entender que meio ambiente é a mesma coisa que natureza ou recursos naturais. Isso faz com que a população confunda meio ambiente com a idéia romântica de coisas como a defesa das baleias ou a proteção de orquídeas raras, retirando do assunto toda a carga política ou ideológica. Assim, o objetivo deste artigo é delimitar, com base na legislação, nos estudos dos juristas especializados e na ecologia, o conceito de meio ambiente, tentando trazer uma visão mais completa e mais integrada do assunto.

Pois bem. É praticamente unânime a doutrina brasileira de direito ambiental ao afirmar que a expressão meio ambiente, por ser redundante, não é a mais adequada, posto que 'meio' e 'ambiente' são sinônimos. Com efeito, segundo o Dicionário Aurélio meio significa "lugar onde se vive, com suas características e condicionamentos geofísicos; ambiente", ao passo que ambiente é "aquilo que cerca ou envolve os seres vivos ou as coisas". Por isso se utiliza em Portugal e na Itália apenas a palavra 'ambiente', à semelhança do que acontece nas línguas francesas, com milieu, alemã, com unwelt, e inglesa, com environment.

A despeito disso, o uso consagrou esta expressão de tal maneira que os técnicos e a própria legislação terminaram por adotá-la. A Lei nº. 6.938, de 31 de agosto de 1981, que dispõe sobre a Política Nacional do Meio Ambiente, não apenas acolheu como precisou a terminologia: "Art. 3º. Para os fins previstos nesta Lei, entende-se por: I - Meio ambiente, o conjunto de condições, leis, influências e interações de ordem física, química e biológica, que permite, abriga e rege a vida em todas as suas formas".

No entender de Paulo Affonso Leme Machado a referida lei definiu o meio ambiente da forma mais ampla possível, fazendo com que este se estendesse à natureza como um todo de um modo interativo e integrativo. Com isso a lei finalmente encampou a idéia de ecossistema, que é a unidade básica da ecologia, ciência que estuda a relação entre os seres vivos e o seu ambiente, de maneira que cada recurso ambiental passou a ser considerado como sendo parte de um todo indivisível, com o qual interage constantemente e do qual é diretamente dependente. Como afirma o físico Fritjof Capra, trata-se de uma visão sistêmica que encontra abrigo em ramos da ciência moderna, a exemplo da física quântica, segundo a qual o universo, como tudo que o compõe, é composto de uma teia de relações em que todas as partes estão interconectadas.

Consagrou-se definitivamente a terminologia quando em 1988 a Constituição Federal se referiu em diversos dispositivos ao meio ambiente, recepcionando e atribuindo a este o sentido mais abrangente possível. Em vista disso a doutrina brasileira de direito ambiental passou, com fundamentação constitucional, a dar ao meio ambiente o maior número de aspectos e de elementos envolvidos. Com base nessa compreensão holística, José Afonso da Silva conceitua o meio ambiente como a "interação do conjunto de elementos naturais, artificiais, e culturais que propiciem o desenvolvimento equilibrado da vida em todas as suas formas". Para Arthur Migliari o meio ambiente é a "integração e a interação do conjunto de elementos naturais, artificiais, culturais e do trabalho que propiciem o desenvolvimento equilibrado de todas as formas, sem exceções. Logo, não haverá um ambiente sadio quando não se elevar, ao mais alto grau de excelência, a qualidade da integração e da interação desse conjunto".

Assim, são quatro as divisões feitas pela maior parte dos estudiosos de direito ambiental no que diz respeito ao tema: meio ambiente natural, meio ambiente artificial, meio ambiente cultural e meio ambiente do trabalho. Essa classificação atende a uma necessidade metodológica ao facilitar a identificação da atividade agressora e do bem diretamente degradado, visto que o meio ambiente por definição é unitário. É claro que independentemente dos seus aspectos e das suas classificações a proteção jurídica ao meio ambiente é uma só e tem sempre o único objetivo de proteger a vida e a qualidade de vida.

O meio ambiente natural ou físico é constituído pelos recursos naturais, como o solo, a água, o ar, a flora e a fauna, e pela correlação recíproca de cada um destes elementos com os demais. Esse é o aspecto imediatamente ressaltado pelo citado inciso I do art. 3º da Lei nº. 6938, de 31 de agosto de 1981.

O meio ambiente artificial é o construído ou alterado pelo ser humano, sendo constituído pelos edifícios urbanos, que são os espaços públicos fechados, e pelos equipamentos comunitários, que são os espaços públicos abertos, como as ruas, as praças e as áreas verdes. Embora esteja mais relacionado ao conceito de cidade o conceito de meio ambiente artificial abarca também a zona rural, referindo-se simplesmente aos espaços habitáveis, visto que nele os espaços naturais cedem lugar ou se integram às edificações urbanas artificiais.

O meio ambiente cultural é o patrimônio histórico, artístico, paisagístico, ecológico, científico e turístico e constitui-se tanto de bens de natureza material, a exemplo dos lugares, objetos e documentos de importância para a cultura, quanto imaterial, a exemplo dos idiomas, das danças, dos cultos religiosos e dos costumes de uma maneira geral. Embora comumente possa ser enquadrada como artificial, a classificação como meio ambiente cultural ocorre devido ao valor especial que adquiriu.

O meio ambiente do trabalho, considerado também uma extensão do conceito de meio ambiente artificial, é o conjunto de fatores que se relacionam às condições do ambiente de trabalho, como o local de trabalho, as ferramentas, as máquinas, os agentes químicos, biológicos e físicos, as operações, os processos, a relação entre trabalhador e meio físico. O cerne desse conceito está baseado na promoção da salubridade e da incolumidade física e psicológica do trabalhador, independente de atividade, do lugar ou da pessoa que a exerça.

Portanto, o meio ambiente é necessariamente algo que faz parte de nossas vidas e de que também fazemos parte. Está no problema da falta de esgoto sanitário, da falta de água, da energia elétrica, do ar poluído, da qualidade dos alimentos, da disposição dos vários tipos de lixo, do carro de som, dos panfletos dos políticos, da ventilação, do ordenamento das praças e quarteirões, da higiene e segurança no trabalho, do resguardo do patrimônio histórico e arqueológico, da proteção às danças e costumes, da defesa dos animais e das florestas, do transporte público, da arborização urbana, do consumo verde, da industrialização adequada etc.

Extraído de http://www.ambito-juridico.com.br/site/index.php?n_link=revista_artigos_leitura&artigo_id=1546

Sacolas plásticas: podemos viver sem elas?

“Sai de casa e vai ao comércio, em cada loja que entra para comprar um produto ganha uma sacolinha. Vai à farmácia, ganha a sacola. Vai no supermercado, ganha outra. Quando vê, volta pra casa com aquele monte de sacolas. É um desperdício.”

O mundo X Sacolas plásticas

Os Estados Unidos são os campeões no consumo de sacolas plásticas no mundo: 100 bilhões ao ano. Para fabricá-las, anualmente são necessários 12 milhões de barris de petróleo. Mas São Francisco, na Califórnia, se tornou a primeira cidade norte-americana a proibir o uso de sacolas plásticas em 2007, e outras cidades como Filadélfia, Boston e Seattle estão seguindo o mesmo caminho.No início de 2008, a China proibiu a distribuição gratuita de sacos plásticos no comércio. Em Bangladesh, na Austrália e na cidade do México aconteceu o mesmo. Na Itália, elas serão proibidas a partir de 2010. Na Alemanha, na Dinamarca, na África do Sul e na Irlanda, é preciso comprar sacolas plásticas nas lojas. Parte desse dinheiro é investido em gestão do lixo nas cidades. Em Zanzibar, um conjunto de ilhas na África, o governo foi mais radical. Como o turismo ali é a principal atividade econômica e as sacolas plásticas estavam afetando a vida marinha, quem for pego usando sacola plástica vai preso por seis meses ou paga dois mil dólares de multa.

Saco é um saco

Seguindo a tendência mundial de combate ao excesso de consumo de sacolas plásticas, o Ministério de Meio Ambiente lançou, em junho, a campanha “Saco é um saco”, que visa despertar a atenção da população para a questão e provocar uma mudança de hábitos que culmine numa redução de resíduos sólidos. “A campanha está tendo um retorno muito positivo. A Wal-Mart,uma grande empresa de varejo, aderiu primeiro, mas agora a lista está enorme, com a adesão de outras grandes empresas como o Carrefour e a Kimberly Clark. E a tendência é que essas parcerias aumentem”,explica Fernanda Daltro. Ela conta que já existem diversas prefeituras e governos estaduais procurando o Ministério: “Somos uma referência, e estamos defendendo um bem muito maior, que é a natureza. Nós temos de estimular o debate na sociedade e ir trabalhando em diversas frentes, seja governamental, empresarial ou social”.

Uma das ações governamentais que vem se popularizando no país no combate às sacolas plásticas é a substituição delas pelas chamadas sacolas “oxibiodegradáveis”. Três estados já adotaram sacolas desse material: Goiás, Espírito Santo e Maranhão, além de alguns municípios, como Sorocaba e Guarulhos (SP). Outros, como São Paulo, vetaram projetos de lei que propunham a troca. Tudo por conta das dúvidas a respeito da sua degradação. Apesar de os fabricantes garantirem que elas desaparecem no meio ambiente em até 18 meses, o Ministério de Meio Ambiente não apoia essa nova tecnologia, pois nem mesmo no Canadá e na Inglaterra, onde foi desenvolvida, sua produção foi liberada. O professor do Programa de Engenharia Química da Coppe/UFRJ, José Carlos Pinto, afirma que essas sacolas são uma solução ambientalmente incorreta: “Elas se transformam em pó e obviamente poluem o solo e a água. Além disso, para fazer essa transformação, utilizam-se catalisadoresà base de metais pesados como titânio e chumbo, que vão poluir mais ainda e poderão voltar ao corpo humano através de carnes e vegetais contaminados, o que é um absurdo”. Para o químico, a solução para as sacolas plásticas está na reciclagem e no reúso. Fernanda Daltro concorda. Além da reciclagem, a redução do consumo e o descarte adequado são os principais focos de atenção das políticas públicas. “Não temos, por exemplo, a coleta seletiva estruturada no país. Apenas 10% dos municípios possuem coleta seletiva. Precisamos implementar uma estrutura pública que permita uma coleta de resíduos sólidos adequada, para que as pessoas deixem de desperdiçar”. Menos seria demais! Não é o caso do Rio de Janeiro, que saiu na frente e se tornou o primeiro estado brasileiro a criar uma lei que obriga os estabelecimentos comerciais a substituírem, ao longo dos próximos três anos, as sacolas plásticas por sacolas retornáveis. A lei fluminense determina ainda que o cliente poderá trocar 50 sacos por um quilo de alimento ou ganhar um descontode R$ 0,03 a cada cinco itens levados fora de sacos plásticos. Para o presidente do Conselho Empresarial de Meio Ambiente da Associação Comercial do Rio de Janeiro, Haroldo Mattos de Lemos, essa lei ainda precisa de ajustes. “Ao invés de proibir as sacolas plásticas, por que não se estimula o seu reúso, como acontece na Europa? Lá, o cliente usa uma sacola plástica mais resistentee, quando volta ao mercado, ele a leva, pois senão vai pagar por uma nova sacola”.

Essa alternativa esbarra numa questão chave: a má qualidade das sacolas plásticas brasileiras. Segundo a Associação Brasileira de NormasTécnicas (ABNT), existe uma norma estabelecida para esse produto, que deve ter uma espessura adequada para agüentar até seis quilos. Mas a realidade é bem diferente. A qualidade das sacolas de supermercado é tão ruim que obriga o cliente a usar duas e até três sacolas de uma vez para carregar os produtos. “Infelizmente, não existe legislação para regulamentar isso. A norma da ABNT é apenas uma norma, que o fabricante respeita se quiser. O lojista deveria cobrar mais qualidade, mas isso é delicado, pois mexe com custo.” Mattos argumenta que caberia ao próprio cliente cobrar pela qualidade das sacolas plásticas: “Só assim o dono do mercado poderia exigir do fornecedor uma sacola mais resistente,o que poderia reduzir o número de sacolas em circulação”. Ele afirma que os donos de supermercados e outros lojistas estão acompanhando a aplicação da lei com preocupação, e defende que a proposta de troca de sacolas por alimentos deveria ser revista, já que não há uma contrapartida do governo. “O objetivo principal da lei não é reduzir o consumo de sacolas, mas proteger o meio ambiente, e por esse objetivo estamos todos juntos lutando. Por isso, precisamos ajudar os legisladores a aperfeiçoar a lei, à medida que as dificuldades forem surgindo”, destaca.

Outro problema é a adesão da população: cerca de 80% das pessoas vão ao mercado a pé ou de ônibus e a sacola plástica facilita muito o transporte das compras. Fabíola dos Santos é um bom exemplo. A estudante de Direito de 22 anos assume que teria preguiça de levar uma sacola retornável de casa cada vez que fosse à rua fazer compras. “Acho a lei superválida, mas muito difícil de pegar. Carioca é meio folgado, sempre vai querer dar um jeitinho, ainda mais se tiver de pagar pela sacola retornável, vai sempre preferir o caminho mais fácil”. Mas confessa: “Hoje eu penso assim, mas, no futuro, quem sabe, se todo mundo aderir, eu até poderia me esforçar, comprar uma sacola retornável e mudar meus hábitos”. Já Pedro Nascimento Peixoto, de 76 anos, é o oposto. Este autodenominado “jovem advogado aposentado” é um entusiasta da ideia de substituir sacolas plásticas pelas retornáveis: “Eu sou do tempo em que se fazia mercado com sacola de algodão e não tinha nenhum problema. Assino embaixo e vou aderir à lei, sim. Quero um mundo melhor para minha neta. Lá em casa sou eu quem faço as compras e evito levar tantos sacos. Vou começar a estimular os amigos a fazer o mesmo. As pessoas precisam se conscientizar de que usam sacolas plásticas demais!” Carioca da gema, o dr. Pedro lamenta as praias poluídas. “O mar é o mais prejudicado. Tanto plástico só serve pra poluir o meio ambiente”, sentencia.

Mudando Hábitos e mentes

O entusiasmo do dr. Pedro parece ter acompanhado os adeptos da campanha “Saco é um saco”. Segundo dados do Ministério do Meio Ambiente, a Wal-Mart, por exemplo, registrou, só nos meses de julho e agosto de 2009, uma redução no consumo de quatro milhões de sacolas plásticas em suas lojas. A adesão à campanha faz parte de um conjunto de ações que vêm sendo adotadas desde o final de 2008 e que fazem parte do projeto Sustentabilidade: “Já vendemos mais de 2 milhões de sacolas retornáveise já evitamos o consumo total de 9,1 milhões de sacolas plásticas oferecendo descontos para quem deixa de usá-las. Acreditamos que a empresa tem um papel importante na reeducação de hábitos de consumo”, afirma Cristina Cassis, responsável pelas relações com a imprensa da Wal-Mart.

Fernanda Daltro, do Ministério de Meio Ambiente, acredita que é pela educação que se muda esse quadro: “A lei das sacolas no Estado do Rio deve ser acompanhada de uma campanha educativa, para conscientizar as pessoas da importância, para a vida delas, de se diminuir o uso das sacolas plásticas.” Em Belo Horizonte, por exemplo, onde desde fevereiro deste ano as sacolas plásticas começaram a ser abolidas dos supermercados, na prática, nada parece ter mudado. Célia Franco, bancária aposentada de 63 anos, costuma usar uma sacola retornável por hábito, mas não percebeu mudanças grandes nos mercados e lojas que frequenta: “O que eu notei é que, antes, as sacolas plásticas ficavam à disposição de quem quisesse pegar aos montes. Hoje, elas ficam em caixinhas como de lenço de papel, e só dá para tirar uma por uma.E as sacolas retornáveis estão mais à vista”. Outra coisa que a aposentadareparou é que nos mercados mineiros existe o hábito de deixar caixas de papelão à disposição dos clientespara guardarem as compras. “Isso facilita a vida de quem usa carro para fazer mercado”, afirma ela. Fernanda Daltro destaca que essa é uma boa alternativa às sacolas plásticas: “Deixar engradados no portamalas ou sacolas retornáveis dentro do carro também ajuda na hora das compras. É preciso usar a imaginação e ter força de vontade para poupar a natureza”. Para saber mais: Campanha “Saco é um saco”.

Os 4 Rs das Sacolas plásticas

RECUSAR – Sempre que puder, recuse a sacola plástica e ajude a diminuir a demanda por recursos não-renováveis.

REDUZIR – Pense se você realmente precisa de tantas sacolas plásticas armazenadas em casa. Diminua a quantidade guardada, mas não jogue fora, vá armazenando menos e racionalize seu uso.

REUTILIZAR – É usar de novo, dar outra finalidade. Use como saco de lixo, sacola de novas compras, embalagem etc.

RECICLAR – É transformar materiais para a produção de matéria prima para outros produtos por meio de processos industriais ou artesanais. As sacolas plásticas também são recicláveis. Até as que se rasgam devem ser encaminhadas para a reciclagem, como o plástico da garrafa PET. Nunca jogue fora no lixo comum.

Adaptado de http://odireitoeosanimais.blogspot.com/2010/03/sacolas-plasticas-podemos-viver-sem.html, extraído da revista Senac e Educação Ambiental, ano XVIII, Nº 2. Infelizmente, o texto teve que ser largamente editado. As fotos, devido à essa edição, não correspondem àquelas originais, assim como a organização dos parágrafos. Autoria original de Monica Maria.

Educação Ambiental Multidisciplinar


Walter Có é Mestre em Ecologia pela Universidade Federal de São Carlos, em SP, e graduado em Biologia pela UFES. Além disso é autor do livro “Gaia, uma semente: Educação Ambiental Multidisciplinar” e leciona na Faculdade de Santa Teresa (ESFA) e Faculdade Novo Milênio.

Quando se fala em meio ambiente, existe uma fórmula ideal para se construir cidadãos conscientes de seu papel nesse mundo? O que você considera certo e errado quando se aborda o tema com os alunos? Em minha experiência pessoal ainda não encontrei nada mais eficiente para despertar a consciência ambiental do que o contato direto com a natureza. Percebo que as palestras, cursos e oficinas, muito utilizados nas práticas da educação ambiental, trabalham muito o discurso sobre o tema, mas não são suficientes para uma transformação individual ou coletiva. Estar informado a respeito dos problemas ambientais parece não ser garantia de mudanças mais profundas no indivíduo, em sua concepção de mundo e, por fim e mais importante, em suas ações, que é o principal objetivo da educação ambiental. O que percebo atualmente é uma sociedade mais informada a respeito das questões ambientais, mas com as mesmas práticas e valores que sempre comprometeram o ambiente, em uma velocidade ainda maior e um imediatismo crescente. Por outro lado, o que vivencio com os alunos com quem trabalho é que o contato com os ambientes naturais toca algo além da mente. Quanto à sala de aula, a questão é mais complexa. Principalmente porque não existe apenas um tipo de sala de aula na Brasil. O que tenho aconselhado aos professores com quem trabalho é que primeiramente conheçam a realidade dos alunos com quem vão trabalhar e que a partir dessa realidade tracem estratégias próprias para abordar os temas mais relevantes.
É possível conceber uma educação ambiental dissociada do trabalho com a família, com a comunidade? Qual é o papel dos pais nesse contexto? A educação ambiental surgiu por uma causa simples, a nossa sobrevivência. Já faz algum tempo que percebemos ser impossível continuar vivendo nosso sonho coletivo de consumo desenfreado, crescimento populacional explosivo, exploração inconseqüente dos recursos naturais e poluição generalizada. O recado é simples: ou tornamos nossa existência compatível com a existência da Terra ou simplesmente desapareceremos, pois a Terra pode muito bem viver sem os seres humanos. O que está em jogo, então, é a nossa sobrevivência como espécie. Um dos grandes problemas, porém, é que não pensamos como espécie e sim como indivíduos. Ninguém está disposto a abrir mão do conforto e da futilidade presentes, para pensar nas gerações futuras ou no vizinho do lado. Como promover a qualidade de vida para todos? Como utilizar melhor os recursos naturais? Como viver melhor, ser mais feliz consumindo menos? De que maneira viver na Terra sem destruir o restante dos seres vivos? Tais questões estão muito acima das escolas, das famílias ou de qualquer outra instituição social. Tais questões devem permear todo o tecido social e deveriam ser a prioridade, o foco de economistas, políticos, educadores e pais. Para isso nasceu a educação ambiental, para transformar a sociedade do desperdício e da poluição em uma sociedade sustentável e ambientalmente coerente. Mas então, onde o processo emperra? Por que não vemos essa transformação acontecer? A resposta é simples: nós ainda não mudamos, apenas enxergamos a necessidade de mudança. Portanto, percebo a família e a comunidade envolvidas em um processo muito maior e mais dinâmico que restringe seu poder de atuação na construção da educação ambiental. Precisamos na realidade de um pacto global que envolva toda a sociedade, tanto em seu conjunto de valores quanto ao sistema produtivo e planejamento político, passando então pela escola e família que estariam em sintonia com uma nova proposta de construção social.
De que forma é possível fazer uma sensibilização sobre o tema Meio Ambiente surtir efeito? Qual é a melhor estratégia para se trabalhar o assunto? Não vejo a educação surtindo efeito senão dentro de um projeto maior para a humanidade. Estamos vendo, pela primeira vez, uma discussão global a respeito deste projeto em função das mudanças climáticas derivadas do aquecimento global. Há uma busca tecnológica por energias mais limpas e sistemas mais eficientes, há uma mobilização política em torno de ações ambientalmente mais sensatas e uma preocupação sincera com o que está acontecendo. Nosso modelo de vida que antigamente poluía rios e ameaçava espécies, agora abrange o globo e ameaça o equilíbrio climático do qual dependemos para colher nosso alimento e saciar nossa sede. Frente a tamanha ameaça, acordamos e talvez, apenas talvez, o discurso possa dar lugar à prática. Frente a este cenário, onde as ações precisam ser rápidas e transformadoras, precisaremos repensar nossas estratégias de educação.
Temos visto nos últimos anos uma intensa campanha sobre coleta seletiva de lixo, combate ao desperdício de água, entre outros assuntos. No entanto, vemos que muitas vezes não há coleta seletiva por parte das prefeituras, e o desperdício acontece em locais públicos. Como desenvolver uma cultura de preservação quando não há muitos exemplos disso por parte do poder público? O que chamamos de poder público, na verdade são pessoas como nós, que são muitas vezes responsáveis por ações que afetam a vida de todos. A mesma consciência que falta ao cidadão comum, falta também ao cidadão que representa o poder público. O poder público é apenas uma extensão da ignorância humana no que se refere à real importância dos ambientes naturais para o equilíbrio da vida na Terra. Por isso é cada vez mais importante a vigilância civil, organizada em ONGs, instituições acadêmicas, comunitárias, etc. Também é importante levar o conhecimento científico aos tomadores de decisão, a quem chamamos de políticos. Esse é mais um importante objetivo da educação ambiental, levar informação e conhecimento a quem vai decidir o destino das futuras gerações. A educação ambiental é o eco de muitas vozes que já perceberam que a humanidade precisa mudar. Espero que você, que irá trabalhar com o coração e a mente de pequenos seres humanos em formação, possa contribuir positivamente com essas mudanças. Boa sorte em sua jornada!
Esse texto foi adaptado do "Informe" de abril de 2008, um informativo mensal do Programa "A Gazeta na Sala de Aula", cujo arquivo está disponível em http://gazetaonline.globo.com/saladeaula/informativos/062008.pdf, sendo muito interessante a sua leitura.

sábado, 9 de janeiro de 2010

Esses ecoxatos encrenqueiros...


Nos últimos dias temos acompanhado nos jornais a triste tragédia ocorrida em Angra dos Reis devido os desabamentos de terra e às enchentes. O Jovem Ambientalista se solidariza com os parentes das vítimas mas gostaríamos de aproveitar os acontecimentos para fazer algumas reflexões.
Desde muito tempo, os ambientalistas alertam sobre o perigo que é desmatar morrros e encostas para a construção civil e que construir muito próximo da praia não é correto. Quantas vezes não foi dito que poderíamos nos arrepender de poluir nossos rios e desmatar suas margens?! Pois é, não quisemos escutar. Pelo contrário, taxamos ambientalistas de alucinados, "ecoxatos", "naturebas", "encrenqueiros". Não queremos aqui "passar na cara" das pessoas que não acreditaram na causa que estávamos certos e elas erradas, não é este nosso objetivo. Mas queremos provocar mudança nas mentalidades.
Infelizmente é muito difundida a ideia de que queremos preservar a natureza porque ela possui "macaquinhos e borboletinhas que são bonitnhos". Não! Precisamos preservar a natureza porque ela é essencial para o nosso futuro! É verdade que também nos importamos com macacos e borboletas, mas se continuarmos a degradar o meio ambiente eles não serão os únicos prejudicados.
E os desabamentos não são o único exemplo. Quantos não sofrem com as secas e enchentes causadas pelo aquecimento global, quantos não já perderam suas colheitas graças à chuva ácida e quantos não tem problemas respiratórios graças a poluição das grandes cidades? Ao prejudicar o meio ambiente estamos causando muito sofrimento também para os seres humanos!
Que tragédias como estas nos levem a repensar nossas relações com o meio. Que em cada ação nossa penssemos em nossos filhos e netos, e que sejamos menos egoístas ao viver. Muitos pensam que estamos destruindo o planeta, mas o planeta é capaz de sobreviver a tragédias muito piores que estas... E NÓS?

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Desertificação atinge 90% da PB


"Pelo menos 90% do território paraibano passa pelo processo de desertificação", alertou o professor Bartolomeu Israel Souza, professor da Universidade Federal da Paraíba (UFPB). O assunto foi discutido ontem em sessão especial da Assembleia Legislativa da Paraíba entre especialistas, deputados e representantes do Ministério do Meio Ambiente.

Um dos principais problemas ocasionados pela desertificação é o aumento das perdas econômicas, consequentemente, a população das cidades se torna mais pobre devido ao êxodo provocado pela aridez da zona rural. José Roberto de Lima, coordenador do Programa de Ação Nacional de Combate a Desertificação e Mitigação das Secas, destacou a perda da biodiversidade em consequência das mudanças climáticas como característica básica para formação de desertos. "Esses estudos não querem dizer que o fenômeno já exista, mas os sinais levam para a formação de desertos nas regiões do Cariri e Curimataú principalmente, por isso, precisamos fortalecer a discussão no sentido de alertar o poder público e chamar para a sua responsabilidade", disse.

Um dos principais desafios do governo federal, relatado por José Roberto, é promover o desenvolvimento com preservação e conservação ambiental para a melhoria das condições de vida das populações afetadas. "No Brasil, são afetados pela desertificação 1.482 municípios, onde vivem mais de 32 milhões de pessoas", concluiu.

A sessão especial foi proposta pelo deputado Carlos Batinga. O parlamentar destacou que na Paraíba mais de 200 municípios estão suscetíveis à desertificação. As regiões do Cariri, Agreste e Sertão apresentam maiores problemas. "É necessário repensar o semi-árido a partir de uma nova configuração e planejar ações estaduais para minimizar os problemas causados por esse fenômeno devastador", afirmou.

O governo do estado está em fase de elaboração de um projeto, incluído no Plano Estadual para Combate da Desertificação, para captar recursos na ordem de R$ 250 milhões oriundos do FundoNacional do Meio Ambiente, para aplicar em ações emergenciais de combate ao fenômeno da seca e formação de desertos. A previsão é para até o final do ano iniciar as execuções de combate a pobreza na região do semi-árido.

Os números relativos as áreas afetadas apresentados por especialistas têm difundido um alerta permanente ao poder público, como também, deixado a população extasiada. Porém, há algumas linhas de pensamento de alguns especialista que contrapõem esses dados, alegando inclusive não haver qualquer estudo científico que comprove desertificação no nordeste brasileiro. A partir de domingo, o Jornal O Norte, traz com exclusividade uma série de reportagens sobre o Cariri paraibano ocidental, difundindo o debate a cerca desse tema dentre outros assuntos como os aspectos culturais e geográficos da região.

Fonte: REBIA Nordeste / O Norte.
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quinta-feira, 1 de outubro de 2009

São Francisco de Assis


Domingo dia 04 de Outubro é comemorado o dia de São Francisco de Assis.
Sim, você está no blog certo e não, nós não viramos um blog "de igreja". Não que o Jovem Ambientalista tenha algo contra qualquer religião, pelo contrário.
Mas estamos falando em santos, porque São Francisco de Assis é o santo protetor dos ambientalistas. Se você não é católico, não tem problema, a história de vida deste homem é cheia de exemplos para evangélicos, espíritas, católicos, budistas... em fim, para seres humanos! Já se você é católico, encontrou um representante ambientalista no céu (rsrsrsrsrs)!

Francisco nasceu na Itália em 1181, final da idade média. Na época o movimento ambientalista sequer existia mas Francisco conseguiu viver a interação com a natureza melhor que muitas ONGs dos dias atuais. Daí seu exemplo para nós.
Seus pais eram comerciantes e sua família era extremamente rica e respeitada. Em decorrência de conflitos políticos envolvendo a nobreza e os comerciantes, Francisco passou anos no exílio e dias preso.
Durante a primeira parte de sua vida, se mostrou um rapaz festeiro que usufruia de todos os confortos que seu dinheiro lhe proporcionava. Isto até por volta de 1204, quando foi atingido por uma grave doença e teve durante seus dias de cama uma "experiência real com o Amor de Deus" como ele próprio definiria.
Começou então um processo que iria mudar sua vida.O jovem antes indiferente, passou a reparar mais no que o cercava, especialmente no sofrimento dos pobres e na beleza natural. Passou a dedicar parte considerável do seu tempo a contemplação dos pássaros (pelos quais era apaixonado), à prática da caridade e à reconstrução de capelas abandonadas. Francisco chegou ao ponto de abraçar e beijar na face uma pessoa com haseniase (na época os portadores da doença eram chamados de leprosos e tidos como amaldiçoados).
Escandalizado com a nova vida do filho, o pai o levou ao bispo, e diante de toda cidade acusava Francisco de doar aos pobres dinheiro que não era dele, era do pai. Então, movido por uma misteriosa e viva Ousadia, Francisco afirmou:
-Sim, é verdade que não tenho o direito de gastar o dinheiro de meus pais, por isso vou devolver a meu pai, tudo que lhe devo!
Imediatamente tirou todo o dinheiro que tinha consigo e jogou aos pés do pai, logo dizia que também eram do pai seus sapatos, seus bens e suas roupas. E chocando toda uma sociedade conservadora, tirou a roupa ali mesmo e a jogou aos pés do pai. Saiu caminhando nu e logo os mendigos o acolheram vestindo-o com roupas velhas e surradas.
Deste dia em diante passa viver despojadamente nos bosques e nas ruas, se dedicando a prática da oração, da reflexão e da pregação do evangelho. E uma de suas reflexões mais profundas é quanto a UNIDADE DO HOMEM COM A NATUREZA. Francisco dizia que se todos os seres tinham um Criador comum, todos os elementos da natureza eram irmãos do homem. Não se via como "dono" ou "superior" ao restante da vida... Via-se como irmão dela, sendo precursor do que hoje chamamos de "anti-especismo". O respeito com que se aproxima das criaturas, a ausência total de egoísmo e de interesse comercial, faz com que elas lhe respondam de forma alegre: estabelece um dueto com a cigarra, fala e faz-se entender pelos passarinhos, as cotovias lhe vêm ao encontro e o acompanham no momento derradeiro, o falcão o acorda e condói-se de seus cansaços; sente a dor que machuca o coração dos cordeiros levados ao mercado ou ao matadouro e experimenta o regozijo da liberdade conquistada; sofre com a angústia que silencia as aves aprisionadas e condenadas ao comércio dos homens e vibra com seu voo liberto, experimentando toda a paixão do libertado.
Sua comunhão com a natureza fazia-o o homem pacificado. Como consequência desta pacificação estava possuído da alegria. Não de uma alegria artificialmente alimentada ou freneticamente buscada, feita de bens e de coisas materiais, mas uma alegria, em verdade, gozosa, vale dizer, espiritual, íntima, profunda, contagiante.
Portanto, não é uma alegria isolada, desencarnada, um pedaço dele mesmo ou uma faceta de seu temperamento, mas é uma conseqüência de uma forma de conceber a vida e de senti-la numa dependência amorosa de Deus.A espiritulidade franciscana, encontra na natureza expressões grandiosas do Amor de Deus.
A Ousadia que movia francisco moveu também muitos outros jovens que passaram a segui-lo e deram origem a ordem religiosa franciscana, que persevera até os dias atuais, além de inspirar vários outros carismas e ordens.
Francisco morreu em 1226, para variar, contrariando todos os preconceitos da sociedade da época, pois mesmo fraco e debilitado, cantava alegremente salmos e dizia que a "irmã morte" viria busca-lo para junto de Deus.


Par quem deseja saber mais, recomendo o "Cântico das criaturas" de autoria do próprio Francisco (facilmente encontrado pelo google), e o filme "Irmão Sol, Irmã Lua" sobre a vida do santo.

São Francisco de Assis, rogai por nós!

sábado, 12 de setembro de 2009

Seboseira até no espaço!!!!!


Era uma vez, num lindo planeta azul, um bichinho muito esperto chamado ser humano. Certo dia, o ser humano deixou cair um papelzinho no chão, sem querer. Viu que aquilo era muito divertido e resolveu jogar mais, desta vez de propósito. Logo já não havia mais espaço para tanto papel no chão, e o ser humano resolveu jogar também no rio. Logo ele estava poluindo o mar, o ar, a montanha, o subsolo... E não só com papéis, o ser humano percebeu que também era legal jogar metais, vidros, lixo orgânico, e plástico, muito plástico!!
Mas aí chegou um dia em que todo o planeta azul estava sujo, e o ser humano ficou triste porque não tinha mais onde jogar lixo. Só que como bichinho muito esperto que era, teve uma ideia muito legal: "Vou poluir o espaço!!!!"

Claro que a história acima é falsa, nós não estamos querendo subestimar sua inteligência. Mas apesar de parecer maluquice, o final dela é bem verdadeiro. Como se não bastasse poluir a Terra inteira, já jogamos lixo até no espaço!
Vou explicar melhor: como você pode ver na imagem acima, nossa órbita está repleta de lixo espacial. O lixo espacial é composto de detritos de naves, satélites desativados, estágios de foguetes e por todas as tranqueiras que surgem quando esses e outros objetos explodem ou colidem entre si.
É, se não fosse trágico seria cômico, nem o espaço sideral escapa da burrice, quer dizer, poluição humana.
A boa notícia é que até bem pouco tempo, o pior estrago que este lixo causava era encher a mídia de notícias sensacionalistas quando eventualmente, umas dessas peças caía na Terra. “Extra, extra, provável disco voador cai em propriedade rural brasileira!” Era isto que certos “jornais” colocavam na primeira página.


A má notícia é que ultimamente, estes resíduos vem começando a incomodar de verdade. Várias missões espaciais e lançamentos de satélites já tiveram problemas por causa do lixo espacial e a previsão é que isto ocorra com uma frequência cada vez maior. Vale lembrar, que devido á velocidade, um pedaço de metal com mais de 10 centímetros é capaz de causar sérios estragos em uma espaçonave. Imagine então o pedaço de foguete com 19 metros detectado pela Nasa recentemente.


Apesar disto, a tendência é piorar. Segundo a Nasa cerca de 200 pedaços de lixo com mais de dez centímetros são lançados todos os anos em órbita, sem contar com os milhares de pedaços menores que isto. Além do mais, outras estatísticas revelam que se a quantidade de lixo espacial continuar aumentando neste ritmo, em 4 anos vai ser quase impossível realizar missões espaciais.


Alguns cientistas já tiveram ideias de como resolver o problema. Algumas dessas idéias são bem interessantes, outras meio malucas. Dentre elas estão atrair os resíduos para mais perto da atmosfera e incinerá-los graças ao atrito, capturar todos eles com espécie de “super-rede” e até mesmo derrubá-los com raios lasers.


A nós, consumidores, resta torcer para que isto seja resolvido a tempo, e principalmente contemplar o quanto somos porcos (sem querer ofender o bicho). Quem sai perdendo com isto? O planeta? O próprio espaço? Não! Daqui a milhões de anos, quando todo este lixo se decompor (espacial ou não) o planeta vai continuar aí, mas e nós, será que vamos SOBREVIVER a tanta sujeira? Vou deixar esta resposta á critério do leitor.

“O planeta não nos foi dado por nossos pais, foi-nos emprestado por nossos filhos”

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

A nova gripe e os velhos costumes


Não faz muito tempo, o Colégio Imaculada Conceição (CIC), assim como praticamente todas as instituições de ensino de Campina Grande, interditou todos os bebedouros e tomou diversas medidas contra a gripe A. Aliás, só o que se fala pela cidade toda, é no tal H1N1, causador da doença.Neste cenário de tanto pânico e tanta informação, pouco se fala na questão ambiental.
Sim, a nova gripe e o ideal ambientalista estão relacionados. Para fazer você entender melhor esta relação, publicamos aqui um exelente texto escrito por um promotor de justiça ambientalista que aborda o assunto. O texto é curto porém rico em conteúdo, não deixem de ler!

A NOVA GRIPE E OS VELHOS COSTUMES
Jaime N. Chatkin

Aumentam os casos de gripe suína. A letalidade do vírus, por sorte (e nada mais) parece ser baixa.
Observa-se que o descobrimento da vacina é esperado como a solução definitiva para o problema.
Mas será mesmo?
É como se alguém encontrasse um vazamento de água em sua casa e determinasse, para solucionar a questão, que toda a mobília fosse imediatamente impermeabilizada.
Mas as causas do vazamento não foram de modo algum combatidas. É claro que a vacina é importante e poderá salvar muitas vidas, mas a pergunta que se impõe é o que foi ou será feito para evitar que a apariçaõ dese tipo de ameaça seja recorrente.
As causas do aparecimento da gripe suína podem com certeza ser desvendadas, e já exististiam estudos, mesmo antes da pandemia, que indicavam que o confinamento de um grande número de animais em fazendas industriais propicia um meio adequado para o surgimento e mutação de vírus potencialmente nocivos ao ser humano. (Lembrem-se dos recentes "gripe aviária e "vaca louca")
Fazendas industriais, para quem não sabe, foi o modo que o agronegócio sem preocupações éticas encontrou para aumentar a produtividade na criação de animais, confinando um número cada vez maior deles em espaços cada vez menores e cruéis, tudo em nome do aumento do lucro, sem importar o sofrimento dos seres vivos ali tratados como mercadoria, e com os danos ambientais causados por essa aglomeração.
A propósito, sabe-se que no México, onde surgiu a gripe suína, existem inúmeras dessas fazendas para fornecer carne suína, principalmente aos EUA.
Mas o que será feito de concreto a respeito dessas granjas, verdadeiras aberrações éticas do sistema capitalista?
Como era de se esperar, nada.
A contrário, rebatiza-se o vírus para não atrapalhar os negócios e se joga toda a esperança na grande vacina, fazendo rféns da indústria farmacêutica um sem número de governos.
Em suma, segindo-se a cartilha do mais puro capitalismo, a pandemia gerará crescimento para o dinheiro de alguns poucos, em detrimento do dinheiro de muitos e das verbaspúblicas.
E nada, absolutamente nada será feito para atacar as causas de um problema que, em um futuro retorno, poderá surgir de forma mais agressiva e devastadora.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

O sertão vai virar deserto?






Saudações ambientais!!

Hoje, o Jovem Ambientalista vai falar de um tema que tem tudo haver com o nosso estado. Desertificação!
Mas que diabos significa desertificação? É quando alguma coisa vira deserto?
Quase isso. Desertificação é o processo que faz com que a terra fique infértil e árida, portanto, bem parecida com um deserto. O processo de desertificação faz com que as espécies de plantas de uma região não consigam mais crescer no solo, ou simplesmente morram. Isso acaba expulsando também os animais e portanto,dizimando a biodiversidade local. Os solos desertificados também se tornam inviáveis para a agricultura e podem prejudicar até mesmo a economia de uma região.
Mas porque isto tem tudo haver com o nosso estado? Bem, segundo um relatório da ONG internacional Greenpeace (http://www.greenpeace.org.br/), a Paraíba, é o estado mais desertificado de todo o nordeste! Por mais difícil que seja de acreditar, CERCA DE 70% DE NOSSO ESTADO JÁ SOFRE COM O PROCESSO DE DESERTIFICAÇÃO, e desse valor, 29% SOFRE COM A DESERTIFICAÇÃO EM ESTADO GRAVE!!!!!!! E o problema já afeta diretamente mais de 635 mil habitantes humanos, que vivem da agricultura. Sem contar com a fauna e a flora prejudicadas.



Mas afinal, o que causa a desertificação? Segundo os dados oficiais, o que mais tem causado desertificaçãso na Paraíba é a mineração. Principalmente a extração de areia para a construção civil. Muitos municípios estão sendo explorados atrasvés da mineração, sem o devido controle, e isso tem levado à desertificação.
Mas a extração de minerais não é a única culpada. O mau uso do solo pela agricultura, a superirrigação, a pecuária, o desmatamento e o aquecimento global também colaboram e muito para a desertificação.

E O QUE EU POSSO FAZER????

FIQUE DE OLHO NO QUE ESTÁ COMPRANDO...
Infelizmente, é muito difícil hoje em dia saber de onde veio o material de construção que usamos, mas sempre que possível, descubra se a empresa da qual você está comprando areia, granito, e outros minerais, se preucupou com as áreas que iriam ser devastada para extraí-los. Além disso, você também pode procurar comprar madeira certificada, que apesar de mais cara, respeita mais o solo não deixando-o desprotegido.

E NO QUE ESTÁ COMENDO...
Dê preferência a alimentos orgânicos. Não que o uso de agrotóxicos esteja relacionado com a desertificação, mas em geral, o cultivo orgânico procura respeitar todos os elementos da natureza, inclusive a terra. EM CAMPINA GRANDE, É REALIZADA TODAS AS SEXTAS -FEIRAS DE MANHÃ, NO PARQUE DO POVO, UMA FEIRA SOMENTE COM PRODUTOS ORGÂNICOS LOCAIS. Você também pode ajudar, evitando o consumo de carne. Isso porque os cascos dos rebanhos, especialmente bovinos, esmagam a vegetação e compactam o solo, causando desertificação. Além da questão ambiental, o não consumo de carne também favorece a saúde e o bolso. Você pode encontrar deliciosas receitas sem carne neste link: www.vegetarianismo.com.br/sitio/receitas




E POR FIM, NÃO POLUA!!!!!
O aquecimento global é um dos principais agravantes do processo de desertificação, para reduzi-lo, você já sabe o que fazer: evite o uso do carro, do arcondicionado as viagens de avião que podem ser feitas de outra forma, etc.


Vamos pensar, repensar, e mudar para melhor nossos hábitos!!!!!

Jovem Ambientalista

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Uma breve leitura crítica à lógica ambiental do ‘pagador’

E aí jovens ambientalistas!?
Este texto que postamos aqui foi escrito por um estudante de direito ambientalista, e fala sobre como temos mania de só preservar a natureza se tirarmos vantagem dela. A linguagem é um tanto complicada mas vale á pena ler.
Boa leitura!
Uma breve leitura crítica à lógica ambiental do ‘pagador’


É inegável que a lógica econômica se posicionou no topo da hierarquia das escolhas humanas. Isso fica visível quando economicizamos a especulação sobre problemas existenciais. Será que vale a pena dizer algumas verdades para o fulano? Será que a relação “custo-benefício” me favorece ao dar a cara à tapa? Essa última pergunta deveria soar estranhamente: ora, “custo”, bem se sabe, é coisa que só deve pesar em balanços financeiros (custo-benefício). Com efeito, esse exemplo emblemático serve para reintroduzir a ideia de que, na nossa vida nua e crua, o que conta é a satisfação pessoal que tal ou qual atitude pode garantir. Custo é preço, despesa, gasto… Às favas com essa lógica de capital!

Esse pecado monetarizante do homem civilizado sugere uma leitura bastante reveladora sobre si mesmo, é verdade, mas não se esgota no seu íntimo. Por coerência, pode-se afirmar que, se até mesmo os dilemas existenciais se expressam em razões tarifárias, todo o resto também se pode resumir assim. “Se meu dilema mais íntimo se afere com jargões econômicos, tudo o que me cerca poderá ser medido com o mesmo jeito de calcular”. Qual o custo-benefício em derrubar esta árvore ou de matar esse touro?

Aí que nasce um dos principais problemas: ao se colocar na balança o interesse imediato da humanidade do agora, esquecemos da humanidade do porvir. O tempo do Direito, assim entendido como o espectro cronológico de seu alcance, ainda não assimilou verdadeiramente a sua missão de resguardar o futuro. Proteger o que existe agora para que o amanhã possa nascer – essa é a tarefa que poucos encaram de frente.
O dilema de cumprir com essa meta toma proporções assustadoras quando pensamos no tal custo-benefício em sua dimensão capital, econômica. Fica escancarado que depositar nossa esperança no dinheiro só agrava a dificuldade, isso se já não se pode dizer que efetivamente nos sepulta de vez a expectativa de salvação. Monetarizar mais esta face da existência foi um dos erros capitais (com o perdão do trocadilho) dos juristas.
Quando falo em “monetarizar” estou me referindo a duas coisas: os princípios do poluidor-pagador e do usuário-pagador, em especial a esse qualificador mefistofélico – pagador. Esses princípios são bússolas do Direito Ambiental Brasileiro, e consistem, basicamente, no seguinte:

Ao contrário do que à primeira vista pode parecer, o “poluidor-pagador” não é um instituto criado para imputar àquele indivíduo que causou dano ambiental o ônus de arcar com os custos sociais e jurídicos da devastação a que deu causa. Essa seria a responsabilidade civil ambiental. Antes disso, é figura que visa a coibir a eventualidade do dano, por meio da internalização desses prejuízos que ainda não ocorreram, com o objetivo de dificultar a empreitada que possa acarretar lesões ou perecimento de bens ambientais.

Para Canotilho e Leite, o referido princípio se resume em precaução, prevenção e redistribuição dos custos da poluição.

Já o princípio do usuário-pagador informa que aquele que usufrui economicamente do bem ambiental é que deve suportar os custos que da sua atividade advierem.

Temos de nos dar conta do entrave: se poluo, pago; se uso, pago. Ou, noutras palavras, “pago, uso e poluo”. Nada mais.

Honestamente, isso não é percalço que se apresente ao bolso de uma megacorporação. E mais: a lógica de concentração do custo ao explorador se esvai na simples operação de transferência do preço ao consumidor, o qual, tão acostumado a avaliar sua existência sob a ótica do “custo-benefício”, vive iludido com a ideia de que jamais poderá abrir mão de certas comodidades da vida moderna em nome das gerações futuras, e, por isso, compra todo produto que lhe convém. O capital, a toda evidência, viabiliza plenamente a substituição do trinômio “poluidor-usuário-pagador” por “consumidor-míope-acomodado”. Às favas com o Direito Ambiental! Põe na conta!
Evidentemente, a questão permanece em aberto. Não será hoje o dia de bater o martelo, é claro. Afinal, nem aquele martelo que “homologa”, que sentencia, nem o martelo pneumático que estoura os miolos do boi que vira bife. E, falando em bife:

“A proposta por um meio termo, ou seja, uma exploração pecuária ‘mais racional’, não passa de ilusória, pois esbarra em conceitos sustentáveis básicos: se o gado subsistir a pasto, inevitavelmente será causa de destruição de biodiversidade à sua volta; e se subsistir a grãos, inevitavelmente o fará a custa de muitos recursos, que melhor aproveitados seriam se aplicados diretamente na população humana. De toda forma, uma ‘exploração pecuária racional’ não pode alterar o fato de que o gado não pode transferir ao homem cada unidade de energia que obteve do vegetal. Apenas alterando-se leis naturais básicas, poder-se-ia obter uma pecuária de alguma forma ‘sustentável’.”



[1] - Greif, Sérgio. Artigo publicado no volume IX/2002 da Revista Cadernos de Debate, uma publicação do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Alimentação da UNICAMP, páginas 55-68.

sábado, 28 de março de 2009

Uma comodidade, uma decadência

Um único princípio basta para a limpeza de nossa cidade: nossa repugnância ao lixo. No início da era moderna, não pensemos que cidades como Paris ou Londres eram limpas e bem organizadas, muito pelo contrário, eram extremamente sujas e sem nenhum cuidado ambiental, mera herança das primeiras aglomerações urbanas ainda influenciadas pelo feudalismo. Ao perceber a civilização como algo ainda não civilizado, políticas de limpeza foram criadas para reorganizar totalmente o espaço onde viviam os cidadãos. O gosto por uma alameda asseada, por um odor agradável ao respirar, a descoberta dos perigosos "germes", a vaidade das donas de casa em ter um lar limpo e invejado por outras, enfim, uma mudança de hábitos trouxe a ideia de nojo ao lixo e o desejo de nos livrar dele. A limpeza pública realizada por praticamente todas as prefeituras consolidadas do mundo veio como uma comodidade aos habitantes. Mas foi justamente essa comodidade que nos tornou tão decadentes quanto ao que pensamos do lixo e como o produzimos. Cito a seguir três observações importantes.

1. "Esse trabalho está um lixo", "aquele programa é um lixo". Nós pensamos no lixo como um material completamente desprezível, sem nenhuma utilidade. Como poderemos conscientizar os cidadãos de que o lixo é importante se continuarmos a tratar o lixo como algo a ser irrefutavelmente evitado? Dando exemplos. E a melhor maneira de dar exemplos é reciclar, mostrar a utilidade que jogamos fora, capacitar as consciências alheias a pensar num monte de lixo como um monte de oportunidade;

2. Quase todos os campinenses aparentam ser devotos de São Tomé. Mas bem-aventurados aqueles que acreditam sem ver. O lixo produzido por nós todos os dias não desaparece quando é levado por aqueles caminhões de coleta. Todos os rejeitos são acumulados num lugar criado pela sociedade ignorante chamado de "lixão", ou seja, um lixo bem grande. Esse local é frequentado por pessoas muito inteligentes chamados pejorativamente de "catadores". Eles fazem o que nós deveríamos estar fazendo: aproveitando o aproveitável. Se você ainda não se acha capaz de reciclar, não se sente capaz de ajudar, ao menos não atrapalhe: separe o lixo que você produz em frações comuns, como garrafas PET, latas de alumínio, papel e derivados e rejeito orgânico;

3. Estamos vivendo o tempo das "vacas gordas", da abundância. Em breve estaremos vivendo o tempo das "vacas magras" e o que hoje chamamos de lixo amanhã será comparado ao ouro: amanhã, o dia em que o gari será invejado...

quinta-feira, 26 de março de 2009

Um pouco mais de água

Oi galera ambiental!

O último post foi em homenagem água, por ocasião de seu dia. Este post então será um complemento do primeiro, com umas dicas bem diferentes para economizar água, e números interessantes sobre este recurso. Boa leitura!

Dicas
Economize no banheiro
As bacias sanitárias com caixa acoplada gastam, em média, 12 litros de água a cada vez que a descarga é acionada. Se você tem em sua casa descargas desse tipo e usa o banheiro cinco vezes por dia, gasta 60 litros de água diariamente.
Existe, porém, uma maneira simples de reduzir este gasto, colocando uma garrafa PET (aquelas de refrigerante) de 2 litros, cheia de água, dentro da caixa d´água da bacia. Com isso, você estará economizando 2 litros por descarga, ou 10 litros por dia.
Se esta prática for adotada em todos os banheiros da casa em que habita uma família de quatro pessoas, essa economia será de 40 litros por dia. Em um ano, essa água poupada é suficiente para matar a sede de 20 pessoas durante o ano inteiro.
E não se esqueça de nunca usar o vaso sanitário como lixeira, pois cada vez que você aciona a descarga para se livrar de papéis ou pontas de cigarro joga fora sem necessidade água limpa e tratada.
Dica: Existem bacias sanitárias mais modernas, com apenas 6 litros de água. Para saber se a sua é desse tipo, basta tentar colocar a garrafa PET dentro. Se não couber, significa que você já está gastando uma quantidade bem menor de água por descarga.

Coma menos carne
Para produzir 1 quilo de carne vermelha gastam-se em média 15000 litros d`água. E se formos ver a quantidade de carne que consumimos hoje, perceberemos que é bem menor que a que nossos avós consumiam.
Então, que tal substituir a sopa de carne por uma de legumes? Ou comer uma sojinha bem temperada de vez em quando?

Água- números interessantes

Consumo de água

Nos últimos 100 anos, o consumo anual de água saltou de 312500 litros para 6333333 litros de água. Enquanto a população mundial cresceu 3,75 vezes, o consumo total de água aumentou 7,6 vezes. ISSO SIGNIFICA QUE PARA CADA COPO DE ÁGUA EM 1900, GASTAM-SE AGORA QUASE OITO COPOS.

O valor hídrico das coisas
Tudo o que é produzido- de alimentos a automóveis - tem um custo em recursos hídricos. Este quadro mostra a quasntidade de água utilizada parar obter cada produto

FOLHA DE PAPEL - 1 litro

LITRO DE GASOLINA - 10 litros
QUILO DE AÇÚCAR - 100 litros
XÍCARA DE CAFÉ - 140 litros
OVO - 200 litros

QUILO DE FRANGO - 6000 litros
QUILO DE CARNE - 15000 litros
CARRRO - 1,2 milhão de litrosMaior beberrão - PARA ONDE VAI NOSSA ÀGUA?
70%-agricultura
22%-indústria
8%- uso doméstico

domingo, 22 de março de 2009

Hoje é dia mundial da água!!!!!


Hoje é o dia em que se celebra no mundo todo a existência da água - este bem tão precioso que recobre mais da metade de nosso planeta!!


Acho que ficaria extremamente sem graça, se repetíssemos aqui o que todos já estamos cansados de saber: "a água é um bem muito precioso e blá blá blá..." Não estamos querendo dizer que isto não é verdade, muitíssimo pelo contrário, é algo de que nunca devemos esquecer. Mas mesmo assim, não vamos repetir, pois todos que estão lendo este artigo provavelmente já conhecem o discurso. Também não vamos repetir aqui que mesmo tendo somente um por cento de toda a água do mundo disponível para consumo (contando com a parte poluída), nós continuamos a desperdiçar sem escrúpulos este recurso, e de quebra, poluir ainda mais o pouco que resta.


Este pequeno texto será bem breve, para não se tornar cansativo, só queremos dizer aqui, que a água cai do céu, mas NÃO pode faltar! Isto porque ela JÁ está faltando! Enquanto tomamos confortavelmente nossos demorados banhos, várias pessoas por toda parte rezam já quase sem forças, por um pouco de água para beber. Basta dar uma olhada no sertão nordestino, ou no norte da Índia, o em alguns países africanos. Várias pessoas já estão sem água para realizar suas atividades básicas! E nós aqui, continuamos a desperdiça-la, e não estou exagerando- estima-se que cerca de 18% da água de Campina Grande seja desperdiçada, e o açude que abastece a cidade, já sofre com a poluição por parte de agrotóxicos. Não muito longe daqui, a cidade de São Paulo, já precisa que 20% de sua água venha de fora pois seus manaciais não dão mais conta do recado.


Por isso PROPONHO A VOCÊ HOJE UM PEQUENO EXERCÍCIO: quando for tomar banho, ou escovar os dentes, LOUVE ao criador por você ter acesso a água, PEÇA por quem não tem, e SE COMPROMETA a nunca mais desperdiça-la. Se quiser, repita isto de vez em quando, faça-o para Deus, para Alá, para Javé, ou mesmo para Gaya, o importante é que você se sinta abençoado, e responsável por este bem tão precioso! TERRA, PLANETA ÁGUA!!!!




DICAS PARA ECONOMIZAR ÁGUA


Use a vassoura, e não a mangueira, para varrer a calçada
Sabe aquele velho hábito que muita gente ainda mantém: varrer a calçada com água e não com a vassoura.
Pois é, se esse é o seu caso, que tal fazer uma conta rápida?
Cada vez que a mangueira fica ligada por 15 minutos são perdidos 279 litros de água. Isto significa que, se você lavar a calçada uma vez por semana, mais de 14 mil litros de água vão para o bueiro da rua - por ano.




Escove os dentes com a torneira fechada
Se você escovar os dentes com a torneira aberta durante 2 minutos, vai gastar mais ou menos 13,5 litros de água, mas só precisaria de 0,5 litro se abrisse a torneira apenas quando necessário. Escovando os dentes três vezes ao dia, o desperdício será de 37,5 litros diariamente.




Use os dois lados de uma folha de papel
Você já deve ter escutado que, ao economizar papel, está colaborando para com o meio ambiente, pois evita a produção de resíduos e a derrubada de árvores. No entanto, ao adotar essa prática, você estará também economizando água. Para se produzir um quilo de papel são necessários 540 litros de água.




Use uma bacia para lavar a louça
Ao lavar louça durante 15 minutos com a torneira aberta em um apartamento, onde a pressão da água é maior do que em uma casa, você gasta 240 litros de água. Mas se usar uma bacia cheia d’água, ou a própria pia, para ensaboar a louça e abrir a torneira somente para o enxágüe, pode reduzir esse tempo para 5 minutos e economizar 160 litros.




Diminua o tempo do banho
Se você mora em apartamento e seu banheiro tem ducha, gasta em média 160 litros de água durante um banho de 10 minutos. Mas pode tentar diminuir esse tempo fechando o chuveiro para se ensaboar ou lavar os cabelos. Assim, economizará em um ano cerca de 30 mil litros de água.




Não deixe uma torneira pingando
Esquecer uma torneira pingando ou adiar o conserto de um pinga-pinga são atitudes comuns. No entanto, uma torneira pingando pouco mais de uma gota por segundo, em média, pode desperdiçar em um dia 46 litros d´água.









quarta-feira, 18 de março de 2009

Você sabe o que está comendo?

Saudações jovems ambientalistas!
Este post fala de um tema bem polêmico... TRANSGÊNICOS!
Não, este não é nome de uma nova banda de reave metal, e nem de uma fera mitológica. Acontece que apesar de muito importante e polêmico, este assunto é muito pouco tratado na mídia e na sociedade em geral...
Para resumir, transgênicos são seres vivos geneticamente modificados, isto quer dizer que são plantas ou animais cujo o DNA foi alterado por cientistas, e assim, estes organismos ficam bem mais resistentes e produtivos.
Então afinal, qual o problema com isto? Muita gente diz que nenhum; estas pessoas afirmam que os transgênicos são um avanço para a ciência e que não causam dano algum. Mas também existem várias pessoas que acreditam que por estes seres serem mais resistentes, eles podem passar para traz várias outras espécies, e assim diminuir a biodiversidade.
Sendo de um jeito ou de outro, o fato é que toda os dias estão chegando ao nosso prato,vários desses organismos, e sem que saibamos! Isto não é nada bom pois por serem espécies criadas em laboratório,ninguém sabe ao certo os efeitos que eles podem ter sobre nossa saúde! Sendo você contra ou a favor da transgênia,TODOS OS CONSUMIDORES TEM DIREITO DE SABER O QUE ESTÃO COMENDO.
E mesmo assim, apesar de você achar que eles não estão perto de você, no Brasil já são vendidos produtos feitos com soja, arroz, milho e algodão transgênico... É meus amigos, será que sabemos mesmo o que estamos colocando na boca?
Bem, mas se você quiser saber melhor sobre o que está consumindo, neste link pode encontrar uma lista com os produtos feitos a partir destes seres no Brasil, e que empresas já se comprometeram e não usa-los em seus produtos.
Acesse consumidor, VOCÊ TEM DIREITO! www.greenpeace.org/brasil/transgenicos/consumidores

quinta-feira, 12 de março de 2009

Dicas de economia de alimentos - mais receitas!!


Olá Jovems ambientalistas!!!

Em um post recente falamos sobre desperdício de alimentos, e hoje (finalmente!) vamos dar algumas dicas de como fazê-lo na prática!

Reduzir nosso consumo e poupar recursos naturais também é preservar o meio ambiente!


Aproveite as partes boas de verduras e legumes!
Se depois de alguns dias notar que abobrinha, chuchu, mandioquinha e outros legumes apresentam partes estragadas, corte-os, lave bem o que pode ser aproveitado e faça uma seleta de legumes para acompanhar assados em geral.


Faça o cardápio da semana!

O maior desperdício doméstico verifica-se em frutas, legumes e verduras, ou seja, nos produtos típicos das compras semanais. Pensar no cardápio da semana antes de ir ao supermercado, definindo como serão as refeições diárias, permite comprar apenas o necessário e suficiente para aquelas refeições, evitando o desperdício.


Produtos regionais são muito mais gostosos!
Dê preferência às comidas típicas e aos ingredientes de sua região, pois estará ajudando a reduzir os custos de transporte para que um produto de outra região chegue até você e evitar as perdas causadas pela manipulação dos alimentos.


Não se preocupe com a aparência dos alimentos!
Nas compras a granel (alimentos não embalados), não leve em conta a “limpeza” de legumes, especialmente as batatas. A limpeza dos alimentos reduz seu tempo de vida e pode contaminá-los com produtos tóxicos. Qualquer legume ou batata com um pouco de terra dura mais e pode ser facilmente lavado em casa.



Não jogue fora as sobras!
Aprenda a reciclar as sobras de alimentos: do feijão, faça sopa. Com arroz, cenouras cozidas, carne assada ou o que restou da bacalhoada prepare deliciosos bolinhos. Frutas azedas ou maduras demais viram compotas, geléias e recheios para bolo.

RECEITAS:
Totalmente comestíveis
Não sei se muita gente vai à feira hoje em dia, mas aí vai. A rama da cenoura dá uma salada maravilhosa. As folhas da couve-flor que também é descartada se transformam em uma deliciosa couve refogada, se cortada fininha (mais saborosa que a própria couve mineira). As de beterraba são ótimas se cortadas grosseiramente e refogadas de leve. Brotos do pé de abóbora também são maravilhosos refogados. Sem falar que folhas de bananeiras são ótimas para assar peixes na brasa, dando de mil no papel alunínio que gruda e é um pepino para ser descartado. Espero que experimentem.



Feijão
O restinho do feijão que não dá pra almoçar no dia seguinte, bata no liquidificador acrescentando um pouco de água, faça um refolgado de alho e cebola, junto o feijão batido, abóbora bem madura, macarrão, acerte o sal e pronto!


Cascas de legumes e Talos
Não retire a casca da cenoura, da batata baroa, chuchu, beterraba, do jiló, da beringela, aproveite os talos refogando-os ou em sucos de maçã e laranja. Delícia!


Arroz
Aproveite pra fazer bolinhos, ou o arroz que eu chamo de Reciclado: de uma incrementada com cenoura ralada, salsa, manteiga e milho verde, é maravilhoso!

Sobras de queijo
não jogue fora os pedaços de queijo velho ou endurecido, rale-os coloque em vidros vazios e polvilhe os alimentos, como arroz, ovos fritos e etc. Se não quizer assim, para cada 2 copos de queijo ralado, acrescente 2 ovos, 2 colheres(sopa) de trigo, enrole e frite em óleo bem quente. é um delicioso aperitivo


DOCE DE CASCA DE BANANA
Ingredientes:
Cinco xícaras (chá) de cascas de banana nanica bem lavadas e picadas.
Duas xícaras e meia (chá) de açúcar.
Como preparar:
Cozinhe as cascas, em pouca água, até amolecerem. Retire do fogo e escorra. Bata as cascas com um pouco de água no liquidificador e passe por uma peneira grossa. Junte o açúcar e leve ao fogo, mexendo sempre, até desprender do fundo da panela.
Rendimento: 12 porções.

Dicas: Para fazer docinhos de enrolar, depois de passar as bananas batidas com água pela peneira grossa acrescente duas colheres (sopa) de farinha de trigo e leve ao fogo, mexendo sempre, até desprender do fundo da panela. Deixe esfriar um pouco e adicione uma colher (sopa) de margarina, misturando bem. Deixe esfriar, enrole e passe em açúcar cristal.

PATÊ DE TALOS
Ingredientes:
500 gramas de ricota.
Duas xícaras (chá) de talos de beterraba, agrião e espinafre.
Uma xícara (chá) de azeite de oliva.
Duas colheres (sopa) de molho de soja.
Duas colheres (sopa) de molho inglês.
Meia xícara (chá) de salsa e cebolinha picadas.
Meia xícara (chá) de rama de cenoura picada.
Meia xícara (chá) de maionese.
Sal e pimenta do reino a gosto.
Como preparar:
Numa tigela amasse bem a ricota com um garfo. Adicione o restante dos ingredientes e misture bem até obter a consistência de pasta.
Rendimento: 12 porções.

.Dicas: Substitua o azeite de oliva por óleo de soja, girassol ou milho e acrescente dez azeitonas pretas ou verdes.














segunda-feira, 2 de março de 2009

Comida, desperdício, meio ambiente!

E aí jovems ambientalistas!? Curtiram o último texto? Dessa vez vamos falar de algo diferente que poucas vezes associamos a meio ambiente: comida! Não se preocupem vou ser breve em minhas palavras afinal as imagems falam mais; para que nossa comida seja produzida, áreas naturais precisam ser desmatadas, para fazer pasto e plantações, água é gasta, muitas vezes são usados agrotóxicos que poluem nosso meio ambiente, CO2 é liberado no seu transporte.... a estas horas você deve estar penssando, "que que eles estão querendo agora, que eu deixe de COMER!??" Calma meu amigo, é lógico que não queremos isto! A única coisa que estamos propondo é que desperdicemos menos alimento. Você sabia que em média, um terço da comida que compramos vai para o lixo? Pois é, e além de tudo isso há milhares de pessoas no mundo precisando desta comida! No hotsite www.akatu.org.br/sites/desperdicio você pode caulcular o quanto perde com o desperdício de alimentos em sua casa e conferir dicas do que fazer para evitá-lo. Mas agora vamos as imagems: vejam quanto uma família de classe média de diverssos países gastam com sua feira semanal, reparem nas famílias que tem demais (desperdício) e as que tem de menos. VEJAM A DIFERENÇA ENTRE AS COMPRAS DA FAMÍLIA AMERICANA E DA FAMÍLIA AFRICANA!

1 - Alemanha: Família Melander de Bargteheide. Despesa com alimentação em 1 semana: 375..39 Euros / $500.07 dólares


2 - Estados Unidos da América: Família Revis da Carolina do NorteDespesa com alimentação em 1 semana: $341.98 dolares
3 - Italia: Família Manzo da SecíliaDespesa com alimentação em 1 semana: 214.36 Euros / $260.11 dolares




4 - México: Família Casales de Cuernavaca Despesa com alimentação em 1 semana: 1,862.78 Pesos / $189.09 dólares



6 - Egito: Família Ahmed do CairoDespesa com alimentação em 1 semana: 387.85 Egyptian Pounds / $68.53 dólares



7 - Equador: Família Ayme de TingoDespesa com alimentação em 1 semana: $31.55 dólares



8 - Chade: Família Aboubakar do campo de refugiados de BreidjingDespesa com alimentação por semana: 685 Francos / $1.23 dólares

































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